"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos."

Eleanor Roosevelt

domingo, 9 de setembro de 2012

Análise da prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias do ENEM

Análise da prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias do ENEM

Modernismo 2ª Fase


Modernismo no Brasil – Segunda Fase (Prosa)

PORTUGUÊS — ESCRITO POR ENEM VIRTUAL ON AUGUST 12, 2011 AT 7:15 AM 
AUTORES
A prosa da 2ª fase modernista caracteriza-se pelo regionalismo, pela relação do homem com o meio em que vive.
A Literatura Brasileira já apresentava uma tendência regionalista.
Desde o Romantismo, a busca de traços particulares da realidade brasileira já estava presente em algumas obras, entretanto, neste período, a partir das conquistas da primeira fase modernista e das idéias socialistas, os autores dão um novo tom a esse regionalismo. O livro A bagaceira de José Américo é considerado o primeiro romance regionalista do Modernismo. Mas seu valor deve-se mais à temática histórica da seca, dos retirantes e ao aspecto social do que aos aspectos literários.
Veja os principais autores da prosa dessa segunda fase:
2ª FASE MODERNISTA (1930-1945) PROSA:
* Raquel de Queirós
* Graciliano Ramos
* Jorge Amado
* Érico Veríssimo
* José Lins do Rego
Quase todos esses autores voltaram-se basicamente para os temas do Nordeste, como a seca, o cangaço e o ciclo açucareiro.
Com exceção de Érico Veríssimo que apresentou uma obra voltada para as relações do homem e a paisagem do Sul do Brasil.
Veja a imagem da representante feminina da prosa dessa 2ª fase: Raquel de Queirós foi a primeira mulher a se “eleger imortal” na Academia Brasileira de Letras. Suas obras regionalistas destacam-se pela reflexão sobre a figura feminina numa sociedade patriarcal.
Em seu livro O quinze, conta a história da luta de um povo contra a seca e a miséria,  tema marcante da prosa modernista da segunda geração.  A força da mulher nordestina também é tratada em toda suaobra. Entre as suas figuras femininas destacam-se: Conceição em O quinze e Maria Bonita em O Lampião.
Veja a imagem de Graciliano Ramos, outro importante autor desse momento:
Graciliano Ramos é considerado pela crítica literária o melhor ficcionista dessa segunda fase.
Sua obra é marcada pela ausência de sentimentalismo e por um forte poder de síntese, refletida na linguagem direta e precisa.
Entre seus livros destacam-se Memórias do Cárcere e São Bernardo.
Memórias do Cárcere é uma narrativa autobiográfica que analisa as atrocidades cometidas pela Ditadura Vargas. Por suas ligações com o partido comunista Graciliano Ramos foi realmente preso durante um ano. Em São Bernardo, Graciliano Ramos ao contar a história de Paulo Honório, rico proprietário da fazenda São Bernardo, que se casa com a professora Madalena, personagem fortemente influenciada por idéias progressistas, faz uma reflexão sobre o processo de coisificação do ser humano, (“muitas vezes mais preocupado com o ter e do que com o ser”).
Mas é com outro livro que Graciliano Ramos alcança maior notoriedade. Veja as próximas imagens:Menino Morto, de Cândido Portinari.
Família de Retirantes, de Cândido Portinari. Menino Morto e Família de Retirantes apresentam o tema central de Vidas Secas – grande livro de Graciliano Ramos. Vidas Secas é um romance que narra a história de uma família de retirantes que abandona sua terra atingida por uma forte seca. A família é formada por Sinhá Vitória, a mãe; Fabiano, o pai; seus dois filhos, denominados apenas como menino mais velho e menino mais novo e os animais: o papagaio e a cachorra Baleia.Veja um fragmento de Vidas Secas em que a família inicia a viagem em busca de uma vida melhor:
“A caatinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor dos bichos moribundos. – Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde. (…)
Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a idéia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinhá Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados no estômago, frio como um defunto.
Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinhá Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinhá Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande”.
Graciliano Ramos
A secura do ambiente e a dureza da vida aos poucos iam embrutecendo as personagens.
Veja outro importante nome dessa fase:
Jorge Amado é talvez um dos autores mais conhecidos pelo público jovem. Isto porque, muitos de seus livros foram adaptados para a TV e o cinema. E ainda hoje, é um dos escritores brasileiros que mais vendeu livros.
Seus livros traçam um verdadeiro e completo quadro do povo brasileiro, em especial do povo baiano. A linguagem simples, marcada por expressões populares, a preocupação com os costumes e as tradições populares e o bom humor fizeram de Jorge Amado um dos mais queridos escritores brasileiros.
Sua vasta produção é comumente dividida em função da temática.
Assim encontramos:
DIVISÃO TEMÁTICA DA OBRA DE JORGE AMADO
* Romances da Bahia
* Romances ligados ao ciclo do cacau
* Crônicas de costumes
Romances da Bahia= Que retratam a vida das classes oprimidas na urbana Salvador. São livros de denúncia das desigualdades sociais.
Entre eles destaca-se: Capitães da Areia.
Romances ligados ao ciclo do cacau= Que retratam a exploração dos trabalhadores rurais, pela economia latifundiária no Nordeste. Segundoo próprio Jorge Amado, foi a luta do cacau que o tornou romancista.
Entre esses romances destacam-se: Cacau e Terras do Sem Fim.
Crônicas de costumes= Que partem dos cenários do agreste e da zona cacaueira para uma reflexão sobre a vida, os amores e os costumes da sociedade. São desse ciclo as conhecidíssimas figuras femininas de Jorge Amado, como Gabriela, cravo e canela; Dona Flor e seus dois maridos, Tieta do Agreste e Teresa Batista cansada de guerra.
Érico Veríssimo é o grande representante da região Sul do Brasil nessa segunda fase. E assim como Jorge Amado, também foi muito querido pelo público leitor.
Sua obra é freqüentemente dividida em romances urbanos, históricos e políticos. Em seus romances urbanos analisa os conflitos e os valores de uma sociedade em crise. Entre os principais livros dessa categoria estão: Clarissa e Olhai os lírios do campo. A sua grande obra prima é a trilogia histórica O tempo e o vento, que narra a disputa pelo poder político entre importantes famílias na região Sul. Entre as personagens principais estão Ana Terra e Rodrigo Cambará.
O livro Incidente em Antares, é um romance político em que Érico Veríssimo explora o absurdo e o fantástico. Num dado momento do romance os coveiros da cidade entram em greve e os mortos por sua vez, resolvem ressuscitar e denunciar a corrupção e a podridão moral existente na cidade. Ocorre uma fusão entre o plano real e o imaginário.
E para concluirmos a aula, veja a imagem de José Lins do Rego:José Lins do Rego, à direita sem chapéu e de óculos, foi um apaixonado por futebol, nessa foto, tirada no Maracanã, ele assistia ao jogo do seu time predileto, o Flamengo do Rio de Janeiro.
José Lins do Rego foi um autor muito identificado com os costumes do povo e sua obra pautou-se fundamentalmente nas recordações de um menino que conviveu com as fazendas produtoras de cana. Seus principais temas são: da decadência dos engenhos produtores de açúcar e da estrutura patriarcal, as disputas políticas na região nordeste e o cangaço. Entre seus livros destacam-se: Menino de Engenho e Fogo Morto.
Veja um fragmento do livro Menino de engenho:
“Coitado do Santa Fé! Já o conheci de fogo morto. E nada é mais triste do que engenho de fogo morto. Uma desolação de fim de vida, de ruína, que dá à paisagem rural uma melancolia de cemitério abandonado. Na bagaceira, crescendo, o mata-pasto de cobrir gente, o melão entrando pelas fornalhas, os moradores fugindo para outros engenhos, tudo deixado para um canto, e até os bois de carro vendidos para dar de comer aos seus donos. Ao lado da prosperidade e da riqueza do meu avô, eu vira ruir, até no prestígio de sua autoridade, aquele simpático velhinho que era o Coronel Lula de Holanda, com seu Santa Fé caindo aos pedaços (…)”

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

COESÃO TEXTUAL

http://www.aprimora.educacional.com.br/Aprimora/roteirosPor/por44.pdf


É SÓ CLICAR!

REDAÇÃO NOTA 1000 - SAIBA COM FAZER

http://estaticog1.globo.com/2012/07/30/GuiadoparticipanteredacaoENEM2012.pdf

O PARÁGRAFO


O PARÁGRAFO DISSERTATIVO


                               
                                   
 I – O Parágrafo

    Os parágrafos são como “prateleiras” que dividem uma seqüência de informações ou pensamentos. Servem para facilitar a compreensão e a leitura do texto, dar folga ao leitor, que acompanha, passo a passo, a linha de raciocínio desenvolvida pelo escritor. O texto sem parágrafo é indigesto. Ler um livro sem parágrafos é um processo cansativo, tedioso e de difícil compreensão.
    Até a Idade Média, os textos eram escritos sem ponto, vírgula, ponto-e-vírgula, letras maiúsculas ou parágrafos. A dificuldade na leitura obrigou a criação desses instrumentos de divisão.

Parágrafo e texto

     Em relação à obra escrita, os parágrafos representam parcelas ou blocos relacionados, progressivamente, uns com os outros, isto é, eles são dinâmicos e avançam logicamente numa determinada direção, desde o parágrafo introdutório até o último parágrafo, cada um dependendo do outro. Não se tratam, pois, de divisões estáticas, mas progressivas, onde o parágrafo seguinte mantém determinada relação com o parágrafo anterior, cada um com a idéia central ao redor da qual giram outras idéias secundárias. E o instrumento que serve para dividir o texto em parágrafos é um determinado critério lógico; conforme o critério lógico adotado, o trabalho escrito terá muitos ou poucos parágrafos, longos, curtos ou médios.

Estrutura interna do parágrafo

    Em relação à estrutura interna, o parágrafo é um grupo de períodos relacionados uns com os outros e governados por uma idéia central, formando uma seqüência unida, coerente e consistente de idéias associadas entre si. O conceito de parágrafo possui dois princípios:

1)      Todas as idéias devem estar organizadas e concentradas ao redor de uma idéia central para formar um raciocínio.

2)      Cada parágrafo deve se relacionar com o parágrafo anterior. O primeiro parágrafo apresenta o raciocínio geral, com uma idéia principal e introdutória; o segundo parágrafo relaciona-se com o primeiro, o terceiro relaciona-se com o segundo, numa cadeia de raciocínios. O último parágrafo fecha o ciclo de raciocínios e constitui a conclusão. O entrelaçamento de um parágrafo com outro, ou a ligação de um raciocínio com outro, dá coesão ao texto.

    Há vários tipos de parágrafo. Além do parágrafo introdutório e do conclusivo, há o parágrafo expositivo e argumentativo (próprio da dissertação), descritivo (próprio da descrição) e narrativo (próprio da narração), os quais podem se subdividir para definir um termo, fazer comparação, contar anedota, eliminar alternativas, apresentar causa e efeito, classificar, dividir...
    O número de parágrafos existentes no texto depende do tamanho do texto. O texto pequeno deve conter poucos parágrafos, o texto longo deve conter muitos parágrafos. O tamanho do parágrafo varia de acordo com as circunstâncias: um texto é formado por parágrafos curtos, longos ou intermediários, dependendo da idéia central desenvolvida pelo escritor, da audiência do escritor (os leitores) e do veículo onde vai ser publicado o texto.

II – O parágrafo padrão

    Há várias maneiras de se organizar um parágrafo (unidade de pensamento), contudo o parágrafo padronizado apresenta as seguintes partes principais: tópico frasal, desenvolvimento e conclusão (opcional).
    O escritor deve apresentar a idéia central (normalmente por intermédio de um período) e construir idéias secundárias (por intermédio de outros períodos) orientadas para a idéia central, de modo a formar um raciocínio completo.
    Veja o parágrafo abaixo e perceba sua organização:

    A educação é o caminho mais eficiente para a justiça social.[idéia-núcleo] Estudo e cultura tendem a aproximar os homens [idéia secundária], fazendo-os não só mais solidários [idéia secundária], como também mais preocupados com a evolução uniforme da sociedade [idéia secundária]. Assim, o equilíbrio dos direitos e a distribuição de renda proporcionam a ansiada igualdade [conclusão].

Tópico frasal

    Todo parágrafo normalmente deve girar em torno de uma idéia principal: tópico frasal (TF). Essa idéia sintetiza o conteúdo do parágrafo, na medida em que expressa, de maneira sucinta, a informação mais relevante do mesmo. Ela orienta ou governa o resto do parágrafo. A partir do período-tópico nascem outros períodos secundários ou periféricos.
    Nem todo parágrafo apresenta essa característica: algumas vezes a idéia-núcleo está como diluída nele ou já expressa num dos parágrafos precedentes.
     O tópico frasal pode aparecer, quando explícito, em qualquer posição: início (posição mais recorrente nos textos de um modo geral), meio ou fim.

Tipos de tópico frasal   

    Há diversas possibilidades para começar um texto dissertativo, portanto há várias formas de organização de tópico-frasal.

a) declaração  inicial: é a forma mais comum de começar um texto. Serve para fazer uma declaração forte, capaz de surpreender o leitor.

    É um grave erro a liberação da maconhaProvocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda.

b) definição: é uma forma simples e muito usada em parágrafos-chave, sobretudo em textos dissertativos. É método preferentemente didático.

     O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza. É um modo ingênuo, fantasioso, anterior a toda reflexão e não-crítico de estabelecer algumas verdades que não só explicam parte dos fenômenos naturais ou mesmo a construção cultural, mas que dão, também, as formas da ação humana.

c) divisão: ao dizer, abaixo, que há duas convicções errôneas, fica logo clara a direção que o parágrafo vai tomar. O autor terá de explicitá-las nas frases seguintes.

     Predominam ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema da exclusão social: a de que ela deve ser enfrentada apenas pelo poder público e a de que sua superação envolve muitos recursos e esforços extraordinários. Experiências relatadas nesta Folha mostram que o combate à marginalidade social em Nova York vem contanto com intensivos esforços do poder público e ampla participação da iniciativa privada.

d) contraste: apresenta um tópico com elementos que formam uma oposição.

    De um lado, professores mal pagos, desestimulados, esquecidos pelo governo. De outro, gastos excessivos com computadores, antenas parabólicas, aparelhos de videocassete.  É este o paradoxo que vive hoje a educação no Brasil.

e) alusão histórica: o conhecimento dos principais fatos históricos ajuda a iniciar um texto. O leitor é situado no tempo e pode ter uma melhor dimensão do problema.

    Após a queda do Muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo parece ter aberto as portas para a globalização. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada de competição.

f) interrogação: a pergunta não é respondida de imediato. Ela serve para despertar a atenção do leitor para o tema e será respondida ao longo da argumentação.

    Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar dinheiro do bolso para tapar um buraco que parece não ter fim. A cada ano, somos lesados por novos impostos para alimentar um sistema que só parece piorar.

g) uma frase nominal seguida de explicação: a palavra tragédia é explicada logo depois, retomada por essa é a conclusão.

    Uma tragédia. Essa é a conclusão da própria Secretaria de Avaliação e Informação Educacional do Ministério da Educação e Cultura sobre o desempenho dos alunos do 3º. Ano do 2º. Grau submetidos ao Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), que ainda avaliou estudantes da 4ª. série e da 8ª. série do 1º. Grau em todas as regiões do território nacional.

h) adjetivação: a adjetivação inicial será a base para desenvolver o tema. O autor dirá, nos parágrafos seguintes, por que acha a política educacional do governo equivocada e pouco racional.   

     Equivocada e pouco racional. Esta é a verdadeira adjetivação para a política educacional do governo.

i) citação: a citação inicial facilita a continuidade do texto, pois ela é retomada pela palavra comentário da segunda frase.

     “As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não chorarem mais, trazendo a criança, jogarem num bolo de mortos, virarem as costas e irem embora.” O comentário, do fotógrafo Sebastião Salgado, falando sobre o que viu em Ruanda, é um acicate no estado de letargia ética que domina algumas nações do Primeiro Mundo.

j) citação de forma indireta: esse recurso deve ser usado quando não sabemos textualmente a citação. É melhor citar de forma indireta que de forma errada.

     Para Marx a religião é o ópio do povo. Raymond Aron deu o troco: o marxismo é o ópio dos intelectuais. Mas nos Estados Unidos o ópio do povo é mesmo ir às compras. Como as modas americanas são contagiosas, é bom ver de que se trata.

l) exposição de ponto de vista oposto: ao começar o texto com a opinião contrária, delineia-se, de imediato, qual a posição dos autores. Seu objetivo será refutar os argumentos do opositor, numa espécie de contra-argumentação.

    O ministro da Educação se esforça para convencer de que o provão é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino superior. Para isso, vem ocupando generosos espaços na mídia e fazendo milionária campanha publicitária, ensinando como gastar mal o dinheiro que deveria ser investido na educação.

m) comparação: para introduzir o tema da reforma agrária, o autor comparou a sociedade de hoje com a do final do século XIX, mostrando a semelhança de comportamento entre elas.

     O tema da reforma agrária está presente há bastante tempo nas discussões sobre os problemas mais graves que afetam o Brasil. Numa comparação entre o movimento pela abolição da escravidão no Brasil, no final do século passado e, atualmente, o movimento pela reforma agrária, podemos perceber algumas semelhanças. Como na época da abolição da escravidão existiam elementos favoráveis e contrários a ela, também hoje há os que são a favor e os que contra a implantação da reforma agrária no Brasil.

n) retomada de um provérbio: sempre que se usa esse recurso, não se deve transcrevê-lo pura e simplesmente. É necessário fazer um comentário sobre ele para quebrar a idéia de lugar-comum que todos eles trazem. No exemplo abaixo, o autor diz “o corriqueiro adágio” e assim demonstra que está consciente de que está partindo de algo por demais conhecido.

   O corriqueiro adágio de que pior cego é o que não quer ver se aplica com perfeição na análise sobre o atual estágio da mídia: desconhecer ou tentar ignorar os incríveis avanços tecnológicos de nossos dias, e supor que eles não terão reflexos profundos no futuro dos jornais é simplesmente impossível.

o) ilustração: há a possibilidade de começar narrando um fato para ilustrar o tema. A coesão do segundo parágrafo se faz de forma fácil: a palavra tema retoma a questão que vai ser discutida.

   O Jornal do Comércio, de Manaus, publicou um anúncio em que uma jovem de dezoito anos, já mãe de duas  filhas, dizia estar grávida mas não queria criança. Ela a entregaria a quem se dispusesse a pagar sua ligação de trompas. Preferia dar o filho a ter que fazer um aborto.
    O tema (aborto)  é tabu no Brasil.

p) seqüência de frases nominais: o que se deve observar nesse tipo de introdução são os paralelismos que dão equilíbrio às diversas frases nominais. A estrutura de cada frase deve ser semelhante.

    Desabamento de shopping em Osasco. Morte de velhinhos numa clínica do Rio. Meia centena de mortes numa clínica de hemodiálise em Caruaru. Chacina de sem-terra em Eldorado dos Carajás.
    Muitos meses já se passaram e esses fatos continuam impunes.

q) alusão a um romance, um conto, um poema, um filme: O resumo do filme A rainha Margot serve de introdução para desenvolver o tema da intolerância religiosa.  A coesão com o segundo parágrafo dá-se através da palavra horror, que sintetiza o enredo do filme contado no parágrafo inicial.

     Quem assistiu ao filme A rainha Margot, com a deslumbrante Isabelle Adjani, ainda deve ter os fatos vivos na memória. Na madrugada de 24 de agosto dde 15762, as tropas do rei de França, sob ordens de Catarina de Médicis, a rainha-mãe e verdadeira governante, desencadearam uma das mais tenebrosas carnificinas da História. (...)
    Desse horror a História do Brasil está praticamente livre. (...)

r) descrição de um fato de forma cinematográfica: o parágrafo é desenvolvido porflashes, o que dá agilidade ao texto e prende a atenção do leitor. Depois desses dois parágrafos, o autor fala da origem do movimento “Reage São Paulo”.

   Madrugada de 11 de agosto. Moema, bairro paulistano de classe média. Choperia Bodega – um bar da moda, freqüentado por jovens bem-nascidos.

s) omissão de dados identificadores: as duas primeiras frases criam no leitor certa expectativa em relação ao tema que se mantém em suspenso até a terceira frase. Pode-se também construir todo o primeiro parágrafo omitindo-se o tema, esclarecendo-o apenas em no parágrafo seguinte.

    Mas o que significa, afinal, esta palavra, que virou bandeira da juventude?  Com certeza não é algo que se refira somente à política ou às grandes decisões do Brasil e do mundo. Segundo Tarcísio Padilha, ética é um estudo filosófico da ação e da conduta humanas cujos valores provêm da própria natureza do homem e se adaptam às mudanças da história e da sociedade.

 
Obras consultadas:

FIGUEIREDO, Luiz Carlos. A redação pelo parágrafo. Brasília: UNB, 1999.    
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas,     1974.
LIMA, Bruno Cavalcanti e FERREIRA, Michelli Bastos. Redação I. Rio de Janeiro: UFRJ, 2º. semestre   de 2005.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

SUSTENTABILIDADE


SUSTENTABILIDADE É

O futuro a gente faz agora

Um problema que levanta muitas questões, exige múltiplas respostas

Caco de Paula é jornalista e publisher do Planeta Sustentável
Atender às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. Esta é uma das definições mais abrangentes de sustentabilidade.
Para ser sustentável, qualquer empreendimento humano deve serecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Mas esses conceitos, que parecem óbvios, simples sinais de bom senso, infelizmente ainda estão longe da prática cotidiana de muitas pessoas, grupos, empresas e governos. Tanto que um movimento mundial pela sustentabilidade surge como resposta ao seu contrário: a insustentabilidade provocada pelo que é ecologicamente errado, economicamente inviável, socialmente injusto, culturalmente inaceitável.
Para agir de forma sustentável devemos ter visão de longo prazo, consciência de que nossas relações sociais e nosso estilo de vida impactam diretamente a realidade à nossa volta - e que devemos ter solidariedade com nossos descendentes. Para que isso aconteça de fato, é preciso entender a construção da sustentabilidade como um desafio de muitas faces. Só assim conseguiremos encontrar as múltiplas respostas que o problema impõe. É exatamente essa a missão do projeto Planeta Sustentável, que se destina a estimular o debate, reconhecer boas práticas e difundir conhecimento. A face mais visível desse desafio está ligada ao ambiente, principalmente por causa da emergência do aquecimento global, hoje, mais do que um alerta, dramático sinal das conseqüências causadas pelo que fizemos e pelo que deixamos de fazer.
Sustentabilidade é um tema em construção. Há muito o que aprender a respeito. Mas já sabemos que tem a ver com atos de nosso cotidiano. Desde estilo de vida e consumo de cada um de nós, até a forma como lidamos ou deixamos de lidar com o lixo que produzimos. Tem a ver com a maneira como usamos os recursos e energias disponíveis. Tem muito a ver com nossa atitude em cada momento de nossas vidas.
Nem sempre, é claro, problemas e soluções estão diretamente nas mãos de cada um de nós. Mas, de alguma maneira, ainda que indireta, podemos influir em decisões que dependem de políticos que elegemos ou deixamos que fossem eleitos, ou de empresas que são mantidas por quem compra seus produtos. É nessas esferas, político-econômicas, que estão grandes decisões a respeito de modelos de desenvolvimento, políticas de saúde, projetos de educação. Hoje, cada vez mais, as pessoas entendem os problemas da biosfera e passam a pensar globalmente. Isso é ótimo. Mas não é tudo. É preciso também pensar e agir localmente. Procurar ter mais influência no que acontece em nossa própria cidade. Saber o que e como pode ser feito em soluções para a casa e a cidade.
O Planeta Sustentável tem a participação de dezenas de revistas e sites da Editora Abril e conta com um conselho consultivo, composto por especialistas de diversas áreas, além de representantes de empresas patrocinadoras (veja nos Canais Especiais) interessadas na difusão de conhecimentos. Em sua primeira fase de um ano, o projeto prevê a realização de fóruns de discussão e de produção de conteúdo capaz de informar e qualificar as ações. E, para isso, se propõe a manter um constante debate, com a participação de uma série de organizações convidadas.
Algum sábio já disse que é melhor resolver os problemas quando eles ainda são pequenos. Em muitos dos desafios que temos de enfrentar para conseguir uma vida mais sustentável, talvez já tenhamos perdido algumas oportunidades de enfrentar problemas ainda pequenos. Mas é sábio lidar com eles antes que cresçam ainda mais. Para isso, é preciso enxergá-los imediatamente, ver quais são as soluções possíveis e buscá-las. Essa é a nossa missão - e o convite para que você participe da construção de algo a ser legado às próximas gerações: um planeta sustentável.


terça-feira, 12 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

CORREÇÃO DA REDAÇÃO DO ENEM


O critério de correção das redações do Enem é líder de reclamações dos estudantes que participam do exame nacional. A impossibilidade de solicitar revisão de nota e de descobrir o motivo da redação ter sido zerada deixa os estudantes inconformados, fazendo com que alguns até entrem na Justiça para rever a nota ou pelo menos ter acesso ao espelho do seu texto. Pensando em diminuir o número de reclamações e evitar as disputas judiciais, o Ministério da Educação (MEC) decidiu adotar novos critérios a partir do Enem 2012.
Cada uma das redações do Enem são avaliadas por dois corretores entre os mais de 4 mil contratados para isso. Os avaliadores têm a função de atribuir uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências abaixo:
1) Domínio da norma padrão da língua portuguesa;
2) Compreensão da proposta de redação;
3) Seleção e organização das informações;
4) Demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação do texto
5) Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os valores e considerando as diversidades socioculturais.
A nota final da redação do Enem é a média aritmética da pontuação total dada pelos dois corretores, exceto em casos em que há discrepância entre as duas notas.
Se em uma ou mais competências a diferença entre as notas dos dois avaliadores for maior que 80 pontos, um terceiro corretor dá a nota daquela competência. Esse terceiro avaliador também é acionado se a diferença da soma total das cinco competências for superior a 200 pontos. Nesse último caso, a nota final do participante será a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximarem. Se o terceiro corretor não chegar a um acordo com os outros dois avaliadores, a redação será corrigida por uma banca composta por três corretores, presidida por um doutor.
O Edital do Enem prevê cinco situações em que a redação do participante pode ser zerada ou anulada. São elas:
1) Não atender a proposta solicitada ou não escrever um texto dissertativo-argumentativo;
2) Sem texto escrito na Folha de Redação;
3) Redação com até 7 linhas;
4) Linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no Caderno de Questões;
5) Redação com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.
Outra mudança que será implantada a partir do Enem 2012 é a possibilidade do participante ver sua redação. No entanto, ele ainda não poderá solicitar revisão da nota. Vale lembrar que a maioria das universidades também não aceita revisão da nota das redações em seus vestibulares. Com essas mudanças, o critério de correção das redações do Enem também ficou mais rigoroso que dos processos seletivos no Brasil.

REDAÇÃO

Pergunta: Você teme mais as 180 questões de múltipla escolha ou a única redação exigida na prova do Enem? A resposta não é muito difícil de imaginar. O ato de elaborar um texto, expor suas idéias e argumentar sobre um assunto que muitas vezes é desconhecido, pode deixar muita gente de cabelo em pé. 

Desde sua primeira prova, em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio exige que o estudante faça uma redação. A dissertação-argumentativa (gênero exigido pela banca do Enem) deve ser clara, simples e convincente, afinal, trata-se de um texto opinativo. Mas não é por isso que você vai sair escrevendo qualquer abobrinha só por puro “achismo”, é preciso ter força nos argumentos. 

Presumindo que você está agora lendo este texto porque procura saber mais sobre a prova de redação do Enem, aqui vão algumas dicas que podem lhe ajudar a perder o medo e sair escrevendo! 

Simplicidade 

Talvez essa seja a dica mais importante. Tentar impressionar a banca escrevendo “difícil” pode ser um tiro pela culatra. Afinal, seu texto pode ficar tão “difícil” a ponto de ser cômico e, como é de praxe, virar piada na internet. Além disso, por se tratar de um exame de avaliação de estudantes do Ensino Médio, os responsáveis pela correção das redações do Enem já imaginam um vocabulário simples, de quem ainda está estudando e que pouco lê. Portanto, lembre-se deste conselho: em se tratando de palavras “difíceis”, menos é mais. 

Começando 

Por onde começar? Pelo título pode ser um mau caminho. Afinal, para tentar se manter naquilo que o seu título indica, você pode acabar limitando seu texto. Então, comece pelo texto e deixe o título por último. No caso da dissertação-argumentativa do Enem, não se esqueça de adiantar o assunto logo no primeiro parágrafo. 

Se quiser fazer alguma citação, atenção para alguns detalhes: 
- Citar frases ou bordões de novelas, filmes ou programas de entretenimento pode parecer fútil e vazio aos olhos da banca corretora. 
- Prefira frases, declarações ou expressões de personalidades da educação, da literatura ou das artes, que estão mais ligadas ao seu cotidiano estudantil e mostram vínculo cultural. 
- Cuidado na hora de citar esses autores. Se não se lembrar ao certo o que ele (a) disse, prefira uma citação indireta, dizendo com suas palavras a citação em questão (como paráfrase) dando os créditos ao dono da “idéia”. Se lembrar da frase por completo, coloque aspas do início ao fim e também cite o nome do autor, sem mudar sua declaração. 

Língua portuguesa 

Os corretores do Enem (e de qualquer bom vestibular) são severos neste ponto: não admitem erros de português. A norma culta é indispensável e isto está claro nas instruções da prova do Enem. 

Veja algumas dicas do que deve ser evitado: 
- Não utilize gírias 
A não ser que esteja absolutamente dentro do contexto (se estiver sendo usada para exemplar a fala dos jovens atualmente, em um texto sobre a adolescência, por exemplo), as gírias não são aconselhadas. 

- Sem coloquialismo 
A escrita não funciona exatamente do modo como falamos. Portanto, cuidado ao tentar escrever de maneira “simples”, como dito acima, para não exceder na simplicidade. A formalidade deve estar acima do coloquialismo. 

- Nada de versos 
O texto exigido na prova de Redação do Enem deve ser escrito em prosa. E texto em prosa é todo aquele que não está escrito em versos. Sendo assim, nada de utilizar versos e escrever sua Redação como uma “ode” ou poesia. Isso também está nas instruções da prova. 

- Evite ser prolixo 
Utilizar mil verbos para dizer algo que poderia ser dito com um ou dois torna a leitura cansativa e prolixa. Mostrar poder de sintaxe, sendo o mais coeso possível, lhe dará pontos no final. Evite também períodos muito longos. 

- Fique longe dos modismos 
A TV é a grande culpada da disseminação de alguns modismos lingüísticos que são errados. Exemplos desses “acidentes” são expressões como “a nível de”, “no sentido de” ou mesmo os gerúndios, como “estar falando”. Essas expressões são consideradas “vazias”, por serem apenas “muletas”, que empobrecem o texto. Utilizá-las pode ser um atestado de reprovação na redação. 

- Cuidado com a letra 
Sabe aquele caderninho de caligrafia que você tanto odiava? Pois é, ele poderia ser um grande aliado no quesito legibilidade. Como as redações do Enem são escritas à mão (e de caneta, o que torna a escrita mais escorregadia e menos aderente do que com um lápis ou lapiseira), subentende-se que quem vai ler o que você escreveu precisa entender sua letra. Se sua letra é ilegível, a leitura pode tornar-se cansativa e de difícil compreensão, deixando o corretor (que, no mesmo dia, lerá dezenas de redações semelhantes) um pouco irritado. 

- Esqueça o “internetês”! 
A não ser que, como no caso das gírias, você esteja exemplando a escrita dos jovens na internet, por exemplo, em hipótese alguma, escreva da mesma forma com a qual se comunica pela rede. A língua portuguesa acaba de receber algumas reformas, mas, por enquanto, incorporar abreviações como “pq”, “vc”, ou expressões como “naum” e substituir o acento agudo pelo “h” ou o “o” pelo “u” ainda não está nos planos da Academia Brasileira de Letras. 

- Modere no estrangeirismo 
Palavras como “ranking” ou “show” foram incorporadas à nossa língua e podem ser usadas tranquilamente. Você precisa ter cuidado é com o exagero de palavras em outros idiomas, elas podem empobrecer sua redação. 

Argumentação 

É na construção de seus argumentos que o candidato mostra ter ou não conhecimento. Como a dissertação é um gênero opinativo, você terá de apontar argumentos convincentes e que façam sentido. É com a leitura de jornais, revistas e livros que você adquire domínio argumentativo e consegue, ao escrever, “convencer” o leitor, ao menos, de que tem embasamento. 

A proposta de redação do Enem vem, geralmente, acompanhada de uma coletânea. Essa coletânea pode ser composta de letras de música, declarações, frases, poesias, textos e/ou imagens. Com base nessas informações, você pode começar a construir sua argumentação, mas, não deve limitá-la à coletânea. Isso quer dizer que, além de retomar idéias da coletânea (o que mostra que você leu atentamente o material oferecido), você deve acrescentar informações externas, que sejam de seu conhecimento, adquiridas por meio de leitura. Essa é uma maneira de deixar claro para a banca que você é bem informado (a). 

E, claro, não fuja do tema. Viajar demais e partir para outros assuntos (tentando mostrar conhecimento) pode acabar lhe prejudicando. 

Treine

A Redação é, sem dúvida, uma das provas mais importantes de qualquer processo seletivo que se preze. Vestibulares, concursos e outros exames geralmente exigem dos candidatos que redijam textos, de gêneros e temas variados, para, desta forma, selecionar quem conseguiu a vaga em disputa. 

Então, faça textos semanais, treine a escrita, mantenha a leitura em dia e esteja preparado para a prova de Redação, não só a do Enem. Ler é a melhor forma de aprender a escrever e, ter domínio da escrita lhe ajudará em muitas ocasiões de sua vida profissional ou social, para o resto da vida!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Atividades sobre PRONOMES RELATIVOS



1.Os pronomes relativos desempenham função sintática, na oração adjetiva. Para analisá-los, o melhor procedimento é montar a oração adjetiva substituindo o pronome relativo pelo seu antecedente. O próximo passo é verificar a função sintática que o antecedente do pronome relativo exerce na oração adjetiva. A função sintática que ele exerce na oração adjetiva será a mesma exercida pelo pronome relativo:

a.        Fortaleza, [que é a capital do Ceará], é uma linda cidade.(que substitui Fortaleza – Fortaleza é a capital do Ceará. Fortaleza desempenha a função sintática de_________

b.        Os trabalhos [que faço] me dão prazer.(que substitui os trabalhos – faço os trabalhos – Os trabalhos desempenha a função sintática de_____________

c.       As pessoas [de quem gostamos] compareceram à festa.(quem substitui as pessoas – gostamos das pessoas – Das pessoas desempenha a função sintática de________

d.     O atleta saudável, [que ele sempre foi,] hoje está fora das pistas por causa de um acidente.(que substitui o atleta saudável – ele sempre foi o atleta saudável – o atleta saudável desempenha a função de________

e.         O filme [a que fizeram referência] foi premiado.(que substitui o filme – fizeram referência ao filme – ao filme tem a função de__________

f.       O menino [cujo pai é médico] deverá seguir a carreira do pai.(cujo substitui o menino – o pai do menino é médico – do menino tem a função de _______  
     
g-O jornalista [por quem fui entrevistado] deixou-me bem à vontade.(quem substitui o jornalista –  fui entrevistado pelo jornalista – pelo jornalista tem a função sintática de________        

h-A cidade [onde moro] é bastante tranqüila.(onde substitui a cidade – moro na cidade – na cidade tem a funçao sintática de ____________________

2. "Tem gente que junta os trapos, outros juntam os pedaços." O que, empregado com conectivo, introduz uma oração:

a) substantiva          b) adjetiva explicativa               c) adjetiva restritiva.


3.Assinale o período em que há uma oração adjetiva restritiva. 

a) A casa onde estou é ótima.

b) Brasília. que é a capital do Brasil, é linda.

c) Penso que você é de bom coração.

d) Vê-se que você é de bom coração.

e) Solicitamos que todos participem da reunião.