"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos."

Eleanor Roosevelt

quinta-feira, 31 de maio de 2012

CORREÇÃO DA REDAÇÃO DO ENEM


O critério de correção das redações do Enem é líder de reclamações dos estudantes que participam do exame nacional. A impossibilidade de solicitar revisão de nota e de descobrir o motivo da redação ter sido zerada deixa os estudantes inconformados, fazendo com que alguns até entrem na Justiça para rever a nota ou pelo menos ter acesso ao espelho do seu texto. Pensando em diminuir o número de reclamações e evitar as disputas judiciais, o Ministério da Educação (MEC) decidiu adotar novos critérios a partir do Enem 2012.
Cada uma das redações do Enem são avaliadas por dois corretores entre os mais de 4 mil contratados para isso. Os avaliadores têm a função de atribuir uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências abaixo:
1) Domínio da norma padrão da língua portuguesa;
2) Compreensão da proposta de redação;
3) Seleção e organização das informações;
4) Demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação do texto
5) Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os valores e considerando as diversidades socioculturais.
A nota final da redação do Enem é a média aritmética da pontuação total dada pelos dois corretores, exceto em casos em que há discrepância entre as duas notas.
Se em uma ou mais competências a diferença entre as notas dos dois avaliadores for maior que 80 pontos, um terceiro corretor dá a nota daquela competência. Esse terceiro avaliador também é acionado se a diferença da soma total das cinco competências for superior a 200 pontos. Nesse último caso, a nota final do participante será a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximarem. Se o terceiro corretor não chegar a um acordo com os outros dois avaliadores, a redação será corrigida por uma banca composta por três corretores, presidida por um doutor.
O Edital do Enem prevê cinco situações em que a redação do participante pode ser zerada ou anulada. São elas:
1) Não atender a proposta solicitada ou não escrever um texto dissertativo-argumentativo;
2) Sem texto escrito na Folha de Redação;
3) Redação com até 7 linhas;
4) Linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no Caderno de Questões;
5) Redação com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.
Outra mudança que será implantada a partir do Enem 2012 é a possibilidade do participante ver sua redação. No entanto, ele ainda não poderá solicitar revisão da nota. Vale lembrar que a maioria das universidades também não aceita revisão da nota das redações em seus vestibulares. Com essas mudanças, o critério de correção das redações do Enem também ficou mais rigoroso que dos processos seletivos no Brasil.

REDAÇÃO

Pergunta: Você teme mais as 180 questões de múltipla escolha ou a única redação exigida na prova do Enem? A resposta não é muito difícil de imaginar. O ato de elaborar um texto, expor suas idéias e argumentar sobre um assunto que muitas vezes é desconhecido, pode deixar muita gente de cabelo em pé. 

Desde sua primeira prova, em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio exige que o estudante faça uma redação. A dissertação-argumentativa (gênero exigido pela banca do Enem) deve ser clara, simples e convincente, afinal, trata-se de um texto opinativo. Mas não é por isso que você vai sair escrevendo qualquer abobrinha só por puro “achismo”, é preciso ter força nos argumentos. 

Presumindo que você está agora lendo este texto porque procura saber mais sobre a prova de redação do Enem, aqui vão algumas dicas que podem lhe ajudar a perder o medo e sair escrevendo! 

Simplicidade 

Talvez essa seja a dica mais importante. Tentar impressionar a banca escrevendo “difícil” pode ser um tiro pela culatra. Afinal, seu texto pode ficar tão “difícil” a ponto de ser cômico e, como é de praxe, virar piada na internet. Além disso, por se tratar de um exame de avaliação de estudantes do Ensino Médio, os responsáveis pela correção das redações do Enem já imaginam um vocabulário simples, de quem ainda está estudando e que pouco lê. Portanto, lembre-se deste conselho: em se tratando de palavras “difíceis”, menos é mais. 

Começando 

Por onde começar? Pelo título pode ser um mau caminho. Afinal, para tentar se manter naquilo que o seu título indica, você pode acabar limitando seu texto. Então, comece pelo texto e deixe o título por último. No caso da dissertação-argumentativa do Enem, não se esqueça de adiantar o assunto logo no primeiro parágrafo. 

Se quiser fazer alguma citação, atenção para alguns detalhes: 
- Citar frases ou bordões de novelas, filmes ou programas de entretenimento pode parecer fútil e vazio aos olhos da banca corretora. 
- Prefira frases, declarações ou expressões de personalidades da educação, da literatura ou das artes, que estão mais ligadas ao seu cotidiano estudantil e mostram vínculo cultural. 
- Cuidado na hora de citar esses autores. Se não se lembrar ao certo o que ele (a) disse, prefira uma citação indireta, dizendo com suas palavras a citação em questão (como paráfrase) dando os créditos ao dono da “idéia”. Se lembrar da frase por completo, coloque aspas do início ao fim e também cite o nome do autor, sem mudar sua declaração. 

Língua portuguesa 

Os corretores do Enem (e de qualquer bom vestibular) são severos neste ponto: não admitem erros de português. A norma culta é indispensável e isto está claro nas instruções da prova do Enem. 

Veja algumas dicas do que deve ser evitado: 
- Não utilize gírias 
A não ser que esteja absolutamente dentro do contexto (se estiver sendo usada para exemplar a fala dos jovens atualmente, em um texto sobre a adolescência, por exemplo), as gírias não são aconselhadas. 

- Sem coloquialismo 
A escrita não funciona exatamente do modo como falamos. Portanto, cuidado ao tentar escrever de maneira “simples”, como dito acima, para não exceder na simplicidade. A formalidade deve estar acima do coloquialismo. 

- Nada de versos 
O texto exigido na prova de Redação do Enem deve ser escrito em prosa. E texto em prosa é todo aquele que não está escrito em versos. Sendo assim, nada de utilizar versos e escrever sua Redação como uma “ode” ou poesia. Isso também está nas instruções da prova. 

- Evite ser prolixo 
Utilizar mil verbos para dizer algo que poderia ser dito com um ou dois torna a leitura cansativa e prolixa. Mostrar poder de sintaxe, sendo o mais coeso possível, lhe dará pontos no final. Evite também períodos muito longos. 

- Fique longe dos modismos 
A TV é a grande culpada da disseminação de alguns modismos lingüísticos que são errados. Exemplos desses “acidentes” são expressões como “a nível de”, “no sentido de” ou mesmo os gerúndios, como “estar falando”. Essas expressões são consideradas “vazias”, por serem apenas “muletas”, que empobrecem o texto. Utilizá-las pode ser um atestado de reprovação na redação. 

- Cuidado com a letra 
Sabe aquele caderninho de caligrafia que você tanto odiava? Pois é, ele poderia ser um grande aliado no quesito legibilidade. Como as redações do Enem são escritas à mão (e de caneta, o que torna a escrita mais escorregadia e menos aderente do que com um lápis ou lapiseira), subentende-se que quem vai ler o que você escreveu precisa entender sua letra. Se sua letra é ilegível, a leitura pode tornar-se cansativa e de difícil compreensão, deixando o corretor (que, no mesmo dia, lerá dezenas de redações semelhantes) um pouco irritado. 

- Esqueça o “internetês”! 
A não ser que, como no caso das gírias, você esteja exemplando a escrita dos jovens na internet, por exemplo, em hipótese alguma, escreva da mesma forma com a qual se comunica pela rede. A língua portuguesa acaba de receber algumas reformas, mas, por enquanto, incorporar abreviações como “pq”, “vc”, ou expressões como “naum” e substituir o acento agudo pelo “h” ou o “o” pelo “u” ainda não está nos planos da Academia Brasileira de Letras. 

- Modere no estrangeirismo 
Palavras como “ranking” ou “show” foram incorporadas à nossa língua e podem ser usadas tranquilamente. Você precisa ter cuidado é com o exagero de palavras em outros idiomas, elas podem empobrecer sua redação. 

Argumentação 

É na construção de seus argumentos que o candidato mostra ter ou não conhecimento. Como a dissertação é um gênero opinativo, você terá de apontar argumentos convincentes e que façam sentido. É com a leitura de jornais, revistas e livros que você adquire domínio argumentativo e consegue, ao escrever, “convencer” o leitor, ao menos, de que tem embasamento. 

A proposta de redação do Enem vem, geralmente, acompanhada de uma coletânea. Essa coletânea pode ser composta de letras de música, declarações, frases, poesias, textos e/ou imagens. Com base nessas informações, você pode começar a construir sua argumentação, mas, não deve limitá-la à coletânea. Isso quer dizer que, além de retomar idéias da coletânea (o que mostra que você leu atentamente o material oferecido), você deve acrescentar informações externas, que sejam de seu conhecimento, adquiridas por meio de leitura. Essa é uma maneira de deixar claro para a banca que você é bem informado (a). 

E, claro, não fuja do tema. Viajar demais e partir para outros assuntos (tentando mostrar conhecimento) pode acabar lhe prejudicando. 

Treine

A Redação é, sem dúvida, uma das provas mais importantes de qualquer processo seletivo que se preze. Vestibulares, concursos e outros exames geralmente exigem dos candidatos que redijam textos, de gêneros e temas variados, para, desta forma, selecionar quem conseguiu a vaga em disputa. 

Então, faça textos semanais, treine a escrita, mantenha a leitura em dia e esteja preparado para a prova de Redação, não só a do Enem. Ler é a melhor forma de aprender a escrever e, ter domínio da escrita lhe ajudará em muitas ocasiões de sua vida profissional ou social, para o resto da vida!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Atividades sobre PRONOMES RELATIVOS



1.Os pronomes relativos desempenham função sintática, na oração adjetiva. Para analisá-los, o melhor procedimento é montar a oração adjetiva substituindo o pronome relativo pelo seu antecedente. O próximo passo é verificar a função sintática que o antecedente do pronome relativo exerce na oração adjetiva. A função sintática que ele exerce na oração adjetiva será a mesma exercida pelo pronome relativo:

a.        Fortaleza, [que é a capital do Ceará], é uma linda cidade.(que substitui Fortaleza – Fortaleza é a capital do Ceará. Fortaleza desempenha a função sintática de_________

b.        Os trabalhos [que faço] me dão prazer.(que substitui os trabalhos – faço os trabalhos – Os trabalhos desempenha a função sintática de_____________

c.       As pessoas [de quem gostamos] compareceram à festa.(quem substitui as pessoas – gostamos das pessoas – Das pessoas desempenha a função sintática de________

d.     O atleta saudável, [que ele sempre foi,] hoje está fora das pistas por causa de um acidente.(que substitui o atleta saudável – ele sempre foi o atleta saudável – o atleta saudável desempenha a função de________

e.         O filme [a que fizeram referência] foi premiado.(que substitui o filme – fizeram referência ao filme – ao filme tem a função de__________

f.       O menino [cujo pai é médico] deverá seguir a carreira do pai.(cujo substitui o menino – o pai do menino é médico – do menino tem a função de _______  
     
g-O jornalista [por quem fui entrevistado] deixou-me bem à vontade.(quem substitui o jornalista –  fui entrevistado pelo jornalista – pelo jornalista tem a função sintática de________        

h-A cidade [onde moro] é bastante tranqüila.(onde substitui a cidade – moro na cidade – na cidade tem a funçao sintática de ____________________

2. "Tem gente que junta os trapos, outros juntam os pedaços." O que, empregado com conectivo, introduz uma oração:

a) substantiva          b) adjetiva explicativa               c) adjetiva restritiva.


3.Assinale o período em que há uma oração adjetiva restritiva. 

a) A casa onde estou é ótima.

b) Brasília. que é a capital do Brasil, é linda.

c) Penso que você é de bom coração.

d) Vê-se que você é de bom coração.

e) Solicitamos que todos participem da reunião.


Função Sintática do Pronome Relativo


(PRONOMES RELATIVOS: QUE, QUEM, ONDE, O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS, CUJO, CUJA,CUJOS, CUJAS)
1.O sujeito, um termo essencial da oração, é de quem (ou do quê) fala o verbo (quem morre? quem foi às compras? quem estava florindo?)
Veja as seguintes orações:

a) Minha tataravó já morreu.  ( quem morreu?)

b) As belas modelos do Brasil encantam o mundo. ( quem encantam o mundo?)

c) O safado do presidente se faz de ingênuo. ( quem se faz de ingênuo?)

Os sujeitos de todas elas são expressos por mais de uma palavra.
Em a) "Minha tataravó";
em b) "As belas modelos do Brasil"; 
em c) "O safado do presidente". 

2.Objeto direto

- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Ex.:     Maria         vendia            doces.
             sujeito      v.trans. direto     obj.direto
          As crianças      esperavam    os pais.
                sujeito           v. trans.direto    obj.direto
3.Objeto indireto

- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

Ex.:    Davi    gosta                 de música.
         sujeito   v.trans. indireto     obj.indireto

          A professora não    confia            em seus alunos.
                 sujeito                  v.trans. indireto       obj.indireto
4.Predicativo do sujeito 

O predicativo do sujeito qualifica ou classifica o sujeito no predicado através do verbo de 
ligação. 

Ex.: 

• Ontem eu estava cansada. 
• O bolo era de chocolate. 
• Marina continua alegre. 
• Vocês serão felizes. 
verbo. de ligação 
O 
verbo de ligação é aquele que não indica ação, mas estado, qualidade ou condição do sujeito. Este verbo faz a ligação entre o sujeito e suas qualidades ou características. 

Alguns dos verbos de ligação são: ficar, permanecer, continuar, estar, ser, etc. 
5) Complemento Nominal
   É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-se a substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição.
Exemplos:
Cecília tem        orgulho                da filha.
                        substantivo          complemento nominal
Ricardo estava   consciente        de tudo.
                               adjetivo       complemento nominal
A professora agiu       favoravelmente      aos alunos.
                                             advérbio        complemento nominal
6) Agente da Passiva
   É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva. Vem regido comumente da preposição "por" e eventualmente da preposição "de".
Por Exemplo:
  A vencedora           foi escolhida               pelos jurados.
      Sujeito                      Verbo                     Agente da 
      Paciente                 Voz Passiva                 Passiva
Ao passar a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito. Veja:
Os jurados             escolheram                a vencedora.
   Sujeito                      Verbo                        Objeto Direto
7.Adjunto Adverbial
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa, finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio. Observe as frases abaixo:
Eles se respeitam muito.
Seu projeto é muito interessante.
O time jogou muito mal.
eja o exemplo abaixo:
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias:
amanhã indica tempo;
de bicicleta indica meio;
àquela velha praça indica lugar.